Para Pensar






"O mundo é como um espelho que devolve a cada pessoa o reflexo de seus préprios pensamentos.
A maneira como você encara a vida é que faz toda a diferença"-
(LUÍZ FERNANDO VERÍSSIMO)




segunda-feira, 12 de julho de 2010

Assalto


Na feira, a gorda senhora protestou a altos brados contra o preço do chuchu:
— Isto é um assalto!
Houve um rebuliço. Os que estavam perto fugiram. Alguém, correndo, foi chamar o guarda. Um minuto depois, a rua inteira, atravancada, mas provida de um admirável serviço de comunicação espontânea, sabia que se estava perpetrando um assalto ao banco. Mas que banco? Havia banco naquela rua? Evidente que sim, pois do contrário como poderia ser assaltado?
— Um assalto! Um assalto! — a senhora continuava a exclamar, e quem não tinha escutado, escutou, multiplicando a notícia. Aquela voz subindo do mar de barracas e legumes era como a própria sirena policial, documentando, por seu uivo, a ocorrência grave, que fatalmente se estaria consumando ali, na claridade do dia, sem que ninguém pudesse evitá-la.
Moleques de carrinho corriam em todas as direções, atropelando-se uns aos outros. Queriam salvar as mercadorias que transportavam. Não era o instinto de propriedade que os impelia. Sentiam-se responsáveis pelo transporte. E no atropelo da fuga, pacotes rasgavam-se, melancias rolavam, tomates esborrachavam-se no asfalto. Se a fruta cai no chão, já não é de ninguém; é de qualquer um, inclusive do transportador. Em ocasiões de assalto, quem é que vai reclamar uma penca de bananas meio amassadas?
— Olha o assalto! Tem um assalto ali adiante!
O ônibus na rua transversal parou para assuntar. Passageiros ergueram-se, puseram o nariz para fora. Não se via nada. O motorista desceu, desceu o trocador, um passageiro advertiu:
— No que você vai a fim do assalto, eles assaltam sua caixa.
Ele nem escutou. Então os passageiros também acharam de bom alvitre abandonar o veículo, na ânsia de saber, que vem movendo o homem, desde a idade da pedra até a idade do módulo lunar.
Outros ônibus pararam, a rua entupiu.
— Melhor. Todas as ruas estão bloqueadas. Assim eles não podem dar no pé.
— É uma mulher que chefia o bando!
— Já sei. A tal dondoca loira.
— A loura assalta em São Paulo. Aqui é morena.
— Uma gorda. Está de metralhadora. Eu vi.
— Minha Nossa Senhora, o mundo está virado!
— Vai ver que está caçando é marido.
— Não brinca numa hora dessas. Olha aí sangue escorrendo!
— Sangue nada, é tomate.
Na confusão, circularam notícias diversas. O assalto fora a uma joalheria, as vitrinas tinham sido esmigalhadas a bala. E havia jóias pelo chão, braceletes, relógios. O que os bandidos não levaram, na pressa, era agora objeto de saque popular. Morreram no mínimo duas pessoas, e três estavam gravemente feridas.
Barracas derrubadas assinalavam o ímpeto da convulsão coletiva. Era preciso abrir caminho a todo custo. No rumo do assalto, para ver, e no rumo contrário, para escapar. Os grupos divergentes chocavam-se, e às vezes trocavam de direção; quem fugia dava marcha à ré, quem queria espiar era arrastado pela massa oposta. Os edifícios de apartamentos tinham fechado suas portas, logo que o primeiro foi invadido por pessoas que pretendiam, ao mesmo tempo, salvar o pêlo e contemplar lá de cima. Janelas e balcões apinhados de moradores, que gritavam:
— Pega! Pega! Correu pra lá!
— Olha ela ali!
— Eles entraram na Kombi ali adiante!
— É um mascarado! Não, são dois mascarados!
Ouviu-se nitidamente o pipocar de uma metralhadora, a pequena distância. Foi um deitar-no-chão geral, e como não havia espaço uns caíam por cima de outros. Cessou o ruído, Voltou. Que assalto era esse, dilatado no tempo, repetido, confuso?
— Olha o diabo daquele escurinho tocando matraca! E a gente com dor-de-barriga, pensando que era metralhadora!
Caíram em cima do garoto, que sorveteu na multidão. A senhora gorda apareceu, muito vermelha, protestando sempre:
— É um assalto! Chuchu por aquele preço é um verdadeiro assalto!

Carlos Drummond de Andrade

terça-feira, 25 de maio de 2010

SUPERAÇÃO no Olavo Hansen 29/05



Venha superar-se você também!
Superação: ''Ninguém para traz todos em uma só direção!''
A SuperAção é uma competição solidaria promovida pelo instituto Itau Unibanco; seu objetivo é estimular melhorias no ambiente escolar promovendo a integração entre a escola e a comunidade.
Este ano o tema é ''Meio Ambiente'' e todas as ações desenvolvidas são voltadas para a sensibilização e conservação da comunidade escolar, sobre a correta utilização dos recursos naturais e preservação do espaço em que convivemos.
A concretização das atividades ocorrem no sábado dia 29 de maio das 8hs as 17hs, na AV. Benedita franco da Veiga, 155, JD Miranda D'aviz Maua-SP.
Irão encontrar de tudo e mais um pouco: Procon, Palestras , Reciclagem, Apresentações (artísticas, musicais e teatrais), Pintura facial, doações (campanhas da fome e do agasalho), Inauguração da quadra esportiva e muito mais.
Participe dessa mobilização publica e social! venha fazer parte dessa iniciativa você também!

(Jessica nascimento)

1° encontro do G5 no OLAVO HANSEn




O G5 é o encontro de 5 Escolas que participam do Projeto Jovem de Futuro, do Instituto Unibanco.


E aconteceu aqui o primeiro encontro do G5 após a reabertura do projeto em São Paulo, foi um verdadeiro sucesso!! Obrigada a todas as escolas pela participação e presença !



aqui estão algumas fotos desse dia tão legal!











MANUEL ganha prémio de melhor educador









Manuel ganha prémio de melhor Educador numa cerimonia belíssima, Organizada pelo Marcio Araujo (PRESIDENTE DO CONSELHO TUTELAR)
''Todos tentamos fazer sempre uma escola melhor '' (Manuel -vice diretor)

sábado, 1 de maio de 2010

EDUCAÇÃO

A educação está em, todos os lugares e no ensino de todos os saberes. Assim não existe modelo de educação, a escola não é o único lugar onde ela ocorre e nem muito menos o professor é seu único agente. Existem inúmeras educações e cada uma atende a sociedade em que ocorre, pois é a forma de reprodução dos saberes que compõe uma cultura, portanto, a educação de uma sociedade tem identidade própria. O ponto fraco da educação está nos seus agentes, pois, com consciência ou não, reproduzem ideologias que atendem a grupos isolados da sociedade. Aí vê ? se que a educação reflete a sociedade em que ocorre, em sociedades tribais ela é comunitária e igualitária, já em nossa sociedade capitalista: específica, isolada e desigual. Na Grécia Antiga a educação, denominada de Paidéia, se iniciou como comunitária, mas com o desenvolvimento da sociedade se tornou específica, onde havia uma educação para nobres, outra para plebeus e nenhuma para os escravos, surge à figura do pedagogo, um escravo domestico que além de conduzir as crianças nobres à escola também era responsável pela sua educação. Em todas as educações gregas o indivíduo era educado para a sociedade como um todo. Em Roma a educação surgiu como na Grécia, comunitária, mas se desenvolveu de forma diferente, onde a formação do patriarca agricultor sobressaia sobre o cidadão. Mais tarde surge a escola primária, como a escola de primeiras letras gregas, também surge à escola gramáticos, e muito mais tarde a Lector. Havia em Roma a educação que formavam os trabalhadores na oficina ? de ? trabalho, e o cidadão era educado para também empregar seu saber na sociedade. A escola surge com o desenvolvimento do cristianismo na Antiga Europa para uma educação que salvaria almas, e isso perdurou até o final do século XIX quando Émile Durkheim começou a ligar educação e sociedade, a educação vira fato social, pois para ele há um consenso harmônico que mantêm o ambiente social. Mas pergunta ? se saber este consenso, pois na verdade a educação não aplica sua idéia, a prática é bem diferente, há uma elite capitalista que controla a educação, entretanto, ela ocorre fora das paredes da escola, na comunidade, assim a dominação capitalista encontra resistência política. A única forma de reinventar a educação, como dizia Paulo Freire, é traze ? lá ao cotidiano do aluno, fazendo com que a vivencia e as experiências do indivíduo façam parte efetiva da escola, e a educação será livre e comunitária.

(willian -chocolate)

terça-feira, 20 de abril de 2010

Censura ou falta de comunicação?



Ontem dia 19/04/10 iria começar o projeto radio no intervalo que era um desejo de todos e traria também como principal objetivo a colaboração dos alunos para todas ações realizadas na escola (com a colaboração e organização haveria a radio) mais o grêmio movimento jovem foi vetado momentos antes de concretizar o projeto!
Duas semanas antes o grêmio conversou com a coordenação e estava tudo previamente estipulado, nos foi dita a seguinte frase ‘’(...) Essa semana fica inviável, mais a partir da semana que vem podem começar o projeto(...).’’. O grêmio aguardou e entendeu a coordenação, ontem(dia 19/04) novamente nos foi dito ‘’ (...) radio só amanha!’’ .Mesmo contra essa decisão aguardamos, hoje dia 20/04/10 voltou a se repetir a situação:
Só haveria radio a partir da semana que vem. E semana que vem o que vão nos dizer?
O mais incrível é que tivemos uma reunião com o diretor da escola e ouve a liberação da parte dele (pelo menos ate onde entendemos) então o que esta havendo? Falta de comunicação ou ma vontade de uma das partes?

Queremos deixar bem claro que não estamos aqui na tentativa de fazer criticas a escola, estamos tentando apenas entender o que houve por que explicações coerentes não nos foram dadas. Não estamos falando em nome do grêmio mais em nome de quem nós representamos, os alunos a quem devemos satisfações .

O grêmio estudantil deixa aqui sua insatisfação e indignação com a falta de DIALOGO e as falsas promessas. Levantamos aqui um questionamento CENSURA OU FALTA DE COMUNICAÇÃO? (aguardamos o pronunciamento da direção para resolução desse assunto)
" MOVIMENTO JOVEM"